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Falece em Rolândia Herbert Bartz, pioneiro do plantio direto na palha

Faleceu na madrugada dessa sexta-feira (29), em Rolândia, no Paraná, o produtor Herbert Bartz, aos 83 anos. Bartz foi um dos pioneiros da introdução do Sistema de Plantio Direto na Palha. Segundo informações repassadas por sua filha, a pesquisadora Marie Bartz, Herbert faleceu por falência múltipla dos órgãos, em decorrência de uma pneumonia. Ele deixa a esposa Luíza, a filha Marie e o filho Johann Bartz.
 
Herbert Bartz foi o primeiro a apostar na técnica do Plantio Direto quando, há 47 anos, plantou pela primeira vez sobre a palhada. Esse sistema revolucionou a agricultura brasileira e mundial. A história de Bartz é inspiradora, continua atual e mostra um norte para o futuro do agronegócio brasileiro. A saga desse agricultor já foi contada e registrada em livro, como uma biografia que retrata não somente a trajetória de um pioneiro, mas um relevante capítulo da história da nossa produção agrícola.
 
Nascido em Rio do Sul (SC), em 14 de fevereiro de 1937, filho de imigrantes germânicos, ele passou boa parte da infância e da juventude na Alemanha, em meio à Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). Enfrentou a fome e sobreviveu ao terrível bombardeio da cidade de Dresden, onde estava em fevereiro de 1945.
 
Quando voltou para o Brasil, em 1960, estabeleceu-se em Rolândia, na Fazenda Rhenânia, ao lado do pai, Arnold, e dos irmãos. Tornou-se agricultor.
 
Aborreceu-se com todas as dificuldades que a vida de homem do campo impunha. As doenças dos animais, os fracassos das lavouras. O clima indomável, as chuvas torrenciais. A erosão. A terra e a fertilidade indo para os rios.
 
Deu o basta em 1971, depois de uma tempestade, quando assistiu, de guarda-chuva em uma mão e lanterna na outra, o solo arado e gradeado se desfazendo. Viajou atrás de soluções e voltou dizendo que o certo era plantar sem arar e gradear. Fazer plantio direto ou, como diziam nos Estados Unidos, “No-Tillage” ou “No-Till”.
 
Herbert Bartz sabia valorizar os alimentos depois de todas as agruras que passara na infância.
 
Em 1972, com uma plantadeira Allis-Chalmers que ele mesmo importou, fez o primeiro plantio em larga escala sem revolver o solo da América Latina. Os vizinhos começaram a dizer que ele havia enlouquecido.
 
O fato era tão inédito que a Polícia Federal apreendeu toda a produção de soja resultante daquela iniciativa.
 
Mas Herbert Bartz não era de esmorecer. Pelo contrário. Passou a difundir o Sistema Plantio Direto para quem quisesse aprender, de graça, sem cobrar nada de ninguém.
 
Nos agricultores Franke Dijkstra e Manoel Henrique Pereira, o Nonô, encontrou os companheiros perfeitos para uma grande jornada educacional pelo interior do Paraná e de outros estados do Brasil. Pelo exemplo, convenceram muitos outros, ainda na década de 1970, quando surgiram os “Clubes da Minhoca.”
 
Bartz proferiu inúmeras palestras no Brasil e em países vizinhos, sempre acompanhado de seu projetor de slides, mostrando com imagens os benefícios de conservar o solo.
 
Em certa ocasião, diante da incredulidade de debatedores, que insistiam o Sistema Plantio Direto não permitia a descompactação do solo e enfatizavam que era preciso sim usar arados e grades, saiu-se com esta: “Eu sei resolver o problema da compactação quando ela atinge o solo, mas não sei o que fazer quando atinge o cérebro humano.”
 
(Notícias Agrícolas)

Cooperativas responderam por 33,8% das exportações do agronegócio paranaense em 2020

As cooperativas agropecuárias do Paraná responderam por 33,8% do valor exportado pelo agronegócio paranaense em 2020. É o que revela o levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), com base em dados do Agrostat – Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No ano passado, os embarques do setor agropecuário paranaense atingiram a soma de R$ US$ 13,3 bilhões, dos quais US$ 6,1 bilhões referentes à comercialização do complexo soja (45,6%), US$ 2,8 bilhões em carnes (21,0%) e US$ 2,2 bilhões em produtos florestais (16,7%). Esses são os principais itens da pauta de exportações do agronegócio no Estado.
 
Desempenho – Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o desempenho das cooperativas é fruto de um trabalho realizado há muitos anos na profissionalização de suas equipes e, principalmente, no investimento de produtos demandados pelo mercado internacional. “Também é reflexo do processo de agregação de valor das matérias-primas produzidas pelos cooperados. Atualmente, há 18 cooperativas paranaenses que fazem exportações diretas, entre as 59 cooperativas agropecuárias registradas na Ocepar”, acrescentou.
 
Maiores exportadoras – A Coamo, com US$ 1,5 bilhão, montante que representa 33% total embarcado por todas as cooperativas do Paraná; a Lar, com US$ 811,1 milhões (18,1%); e a C.Vale, com US$ 485,2 bilhões (10,8%), foram responsáveis por 61,9% das vendas externas do segmento cooperativista paranaense efetuadas em 2020.
 
Nacional – O relatório da Getec mostra ainda que, em âmbito nacional, o agronegócio brasileiro exportou um total de US$ 100,8 bilhões no ano passado, o que corresponde a um aumento de 4,1% em relação ao valor registrado no mesmo período de 2019, que foi de US$ 96,9 bilhões. O ano de maior faturamento em exportações do setor foi 2018, com US$ 101,2 bilhões. Os principais produtos embarcados pelo país, em valor, foram os do complexo soja, que atingiram US$ 35,2 bilhões (35%), carnes, com US$ 17,2 bilhões (17%), e produtos florestais, com US$ 11,4 bilhões (11,3%).
 
Mercados – Entre os mercados que mais compraram do Brasil no ano passado destacam-se a China, com um total de US$ 34,3 bilhões (34%), União Europeia, US$ 16,1 bilhões (16%), e Estados Unidos, US$ 7,1 bilhões (7%).
 
Estados – Em 2020, os principais estados exportadores de produtos do agronegócio brasileiro foram o Mato Grosso US$ 17,9 bilhões (17,7%), São Paulo US$ 17,2 bilhões (17,1%) e o Paraná US$ 13,3 bilhões (13,2%).
 
(Agrostat)