Trigo: perdas pelo frio devem chegar a 15% no RS

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, acredita-se que 15% a 20% das áreas de trigo, notadamente maior quantidade nas Missões e Noroeste do estado, estavam em estágios sujeitos a perdas. “Como todos sabem, as perdas decorrentes de fenômeno climático de geadas, não podem ser medidas de pronto e muitas vezes só serão sentidas na colheita”, comenta.
 
“No mercado disponível semana praticamente morta, pessoal apreensivo com a geada, que pegou as Missões em cheio. Foram negociadas no máximo 1.500 tons, a R$ 1.320,00 o branqueador e R$ 1.280,00 o pão, basicamente sobras de silos e sobras de semente. Tem ainda 2.000 tons de trigo branqueador e o vendedor pede R$1.320,00 FOB”, completa.
 
Para a exportação, mesmo com a oscilação do câmbio, o preço manteve-se em R$ 1.020,00/t no porto, para entrega e pagamento em dezembro. “Com a previsão de geadas, não há vendedores. Não há pressão de ambos os lados. As previsões da meteorologia são de ventos forte, chuvas e geadas neste fim de semana. Poe enquanto a previsão do potencial produtivo fica mais perto de 2,7 MT do que de 3,0 MT inicialmente anunciadas”, indica.
 
No Paraná, os danos só serão conhecidos no final da próxima semana. “Com relação aos preços o mercado está cotando R$ 1.150,00 trigo posto Ponta Grossa para agosto; R$ 1.100,00 trigo posto moinho entrega setembro de 2020; R$ 1.000,00 trigo posto moinho entrega outubro de 2020; R$ 950,00 trigo posto moinho entrega novembro de 2020. Na falta de trigo barato, alguns moinhos estão comprando farinha daqueles que vendem barato. Há bastante demanda para trigos de setembro para frente”, informa.
 
No Centro-Oeste os preços poderão subir, se a safra do PR for danificada. “Em Minas Gerais preços caiu para R$ 1.060,00, como havíamos anunciado, que havia um viés de baixa. Mas, como o estado se abastece muito no Paraná, os preços poderão voltar a subir se a safra paranaense for danificada”, conclui.
 
(Agrolink)

Agricultor acelera colheita da cana no interior de SP e vê boa demanda pelo produto

O preço pago pela cana-de-açúcar está animando agricultores do interior de São Paulo. No estado, a colheita está a pleno vapor.
No Centro-Sul do país, os trabalhos de campo estão adiantados, já foram colhidas mais de 308 milhões de toneladas, quase 6% a mais que na comparação com o mesmo período do ano passado. A expectativa é de que o Brasil colha 642 milhões de toneladas até novembro.
 
Apesar de a pandemia ter afetado a demanda por etanol, com queda de produção estimada em 6,6%, a necessidade das usinas em fabricar açúcar (crescimento de 47,6%) tem ajudado os agricultores.
As empresas estão pagando mais pela tonelada da cana e o setor acredita que esse é um bom momento para investir no canavial.
 
(Globo Rural)

Milho: Mercado brasileiro deve manter preços firmes durante todo ano

O mercado brasileiro de milho deverá manter seus preços fortes e remuneradores durante todo o ano de 2020, segundo avalia o analista Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora. Os estoques baixos e a demanda firme – tanto no consumo interno, quanto para exportação – deverão ser os dois principais fatores de sustentação dos valores.
Rafael explica ainda que, nos últimos dias, o mercado viu a oferta aumentar um pouco no Brasil com alguns produtores vindo a mercado diante das preocupações com as notícias internacionais que promoveram intensas reações mundo a fora.
 
“Acredito que havia alguns produtores que precisavam abrir espaço em função da colheita da soja e teve também aquele produtor que ficou preocupado com essa dinâmica do que poderia acontecer no consumo mundial em função do coronavírus”, diz. “Mas quem vendeu nesse período pegou os melhores momentos da safra agrícola, e ainda temos um preço muito bom para o produtor”, completa.
 
As perspectivas fortes para as exportações brasileiras de carnes – suína, de frango e bovina – fortalecem ainda mais as projeções de um consumo interno agressivo, necessitado de mais matéria-prima e, por isso, ainda como explica o analista, os compradores por aqui terão de pagar melhor do que a exportação para garantir seu produto. A China, um dos principais compradores das proteínas nacionais, continuarão a demandar mais, especialmente frente aos atuais problemas como a Peste Suína Africana, a Gripe Aviária, e o coronavírus.
 
Afinal, as expectativas são de que o Brasil exporte algo entre 34 e 37 milhões de toneladas neste ano, com potencial até mesmo para alcançar, novamente, a casa dos 40 milhões de toneladas, como aconteceu em 2019. E essa projeção positiva para o milho brasileiro se dá diante de uma combinação de fatores que contempla preços mais competitivos, relações comerciais que favorecem o Brasil e um produto de melhor qualidade se comparado ao dos principais concorrentes.
 
“Acho que falta de produto não teremos. Acho que o mercado vai se ajustando, percebendo onde estão essas revisões nas exportação e o mercado interno tem que pagar mais e retém o produto. Mas estamos falando de um cenário onde tudo corra bem, mas temos ainda a safra americana por acontecer e a safrinha brasileira por acontecer”, alerta Rafael.
 
Dessa forma, o analista afirma que este pode ser um momento interessante para vendas da safra de verão por parte dos produtores brasileiros – frente aos atuais e remuneradores patamares de preços. “É um preço firme durante a colheita da safra”, diz. Já para quem está focado na safrinha, “produza o que puder porque teremos preços remuneradores e o que for produzido vai sair na exportação”, complementa, dizendo que as referências nos portos ainda oscilam entre R$ 41,00 e R$ 42,00 por saca.
 
(Notícias Agrícolas)

Silos públicos do Porto de Paranaguá voltam a receber cargas

Depois de reformas e um ostensivo controle de pragas, os silos públicos horizontais do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá voltam a receber carga. Localizados no cais, em frente aos berços 212 e 213, os armazéns são destinados ao farelo de soja. A expectativa dos operadores é movimentar 120 mil toneladas do produto pela estrutura pública, nestes três primeiros meses do ano.
 
Como explica a Divisão de Silos da Diretoria de Operações da Portos do Paraná, as estruturas receberam obras mecânicas, elétricas e civil. “Após a execução dos trabalhos nos armazéns, o que se tem são melhores condições de higiene e armazenagem, que mantêm a qualidade dos produtos. Além disso, garantimos um ambiente melhor para os trabalhadores”, afirma Luis Douglas Henrique, da Divisão de Silos.
 
São quatro armazéns, com capacidade de 15.000 toneladas cada, totalizando 60.000 toneladas de capacidade estática. Atualmente, essas estruturas públicas do complexo são usadas pelas empresas Céu Azul, Grano, Gransol, Marcon, Sulmare, Tibagi e Transgolf, na movimentação do farelo de soja.
 
Já estão liberados para recebe o farelo, os armazéns 13F e 13A. A previsão é que os outros dois estejam prontos até o dia 10 de fevereiro.
 Durante todo o ano de 2019, pelos silos públicos, passaram cerca de 750.000 toneladas de farelo de soja. Só nos primeiros três meses, foram 192.445 toneladas.
 
CAMINHO – Para descarregar nos silos públicos, assim como nos demais terminais do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, os caminhões com o produto devem ser cadastrados na origem (pelo sistema carga-online). Quando chega no pátio de triagem, o recebimento e a qualidade do produto são verificados pela Codapar.
 
Após tudo está conferido e de acordo, o caminhão se dirige para as moegas do Silo Público, onde vai descarregar. O produto segue por correias transportadoras até os armazéns do cais, percorrendo aproximadamente 350 metros.
 
Cada caminhão tem capacidade para carregar até 36 toneladas do produto. Os vagões, 55 toneladas. O tempo de descarga do caminhão é de até 22 minutos. Já os vagões levam 16 minutos para serem descarregados. Nas moegas públicas, é possível descarregar simultaneamente até seis caminhões e dois vagões.
 
OPERADORES – Além dos operadores dos silos públicos, outras empresas movimentam o farelo de soja pelo Porto de Paranaguá. Essas têm terminais próprios, integrados ao Corredor. São a Cargill, Centro sul, Coamo, Cotriguaçu e Louis Dreyfus. Fora do corredor, no Porto de Paranaguá, o farelo de soja também é movimentado pela Bunge.
 
O caminhão ou vagão que descarrega o produto nos terminais privados seguem o mesmo caminho e os mesmos protocolos que os recebidos pelo terminal público. A expectativa dos demais operadores, juntos, é movimentar 1.165.000 toneladas de farelo de soja neste primeiro trimestre – 16,5% a mais que o volume movimentado do produto, no período, no ano passado. No primeiro trimestre, em 2019, foram exportadas cerca de um milhão de toneladas de farelo de soja por essas empresas.
 
GRANÉIS – Somando o farelo de soja aos demais granéis sólidos de exportação – Soja em grãos, milho, farelo de milho (DDGS) e açúcar – a expectativa dos operadores – é movimentar um total de cerca de 5,5 milhões de toneladas de janeiro a março, este ano. O volume seria 20% maior o movimentado nos primeiros três meses, em 2019 (4,6 milhões de toneladas).
 
Farelo também é exportado pelo Porto de Antonina

No Porto de Antonina, o farelo de soja é exportado pela Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF). Segundo a operadora, por lá o produto começa a ser embarcado a partir de março, acompanhando a produção da indústria. De acordo com a projeção da empresa, neste primeiro trimestre devem ser exportadas cerca de 40 mil toneladas do produto, volume próximo do movimentado no período, em 2019.
 
Durante todo o último ano, foram embarcadas 300.073 toneladas de farelo de soja por Antonina. O volume é 18% a mais que o movimentado em 2018 (253.788 toneladas). No primeiro trimestre, 47.284 toneladas foram movimentadas no mês de março; em janeiro e fevereiro não teve exportação do produto. O produto exportado por Antonina é paranaense e tem como principais destinos Holanda, Argentina e França. O produto é operado por Antonina desde dezembro de 2015.

 
(Agência Estadual de Notícias)

Carne bovina responde por 45% da receita cambial do setor; a de frango, por 42%

Como já havia ocorrido em 2018, no corrente exercício a carne bovina completa o período como principal geradora da receita cambial das carnes. E a uma distância da carne de frango que se amplia ano a ano.

Há décadas e até dois anos atrás, a de frango se destacava – na geração da receita cambial – como a principal carne exportada pelo País. Em 2016, por exemplo, sua participação na receita das carnes (47,6% do total) ficou próxima da participação somada das carnes bovina e suína (37,6% + 10,3%; os 4,5% restantes corresponderam às demais carnes).

Já em 2018 a carne bovina assumiu a liderança. Representou – conforme dados coletados pelo MAPA junto à SECEX/ME – 44,5% da receita cambial das carnes, cabendo à carne de frango 43,6% e à carne suína 8,1%. Quer dizer: em dois anos a parcela da carne de frango recuou três pontos percentuais (8,4% a menos) e a da carne suína 1,8 ponto percentual (21,4% a menos). Ou, em síntese, a carne bovina avançou mais de 18%.

Considerados os primeiros 11 meses de 2019 esse processo apenas avançou: a carne bovina responde agora por 45,34% da receita total das carnes, enquanto a de frango responde por 42,27% e a suína por 9,45% (índice, este, que significa recuperação em relação a 2018).

Notar, pelos dados do MAPA que, juntas, as três carnes respondem por 97,06% da receita do setor. Porém, a maior parte (88%) está representada por produto in natura. Ou seja: as carnes com agregação de valor continuam tendo participação mínima nas exportações brasileiras de carnes.

(Fonte: Avisite)

Movimentação de contêineres cresce 15% no Porto de Paranaguá

A movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá aumentou 15%. De janeiro a outubro deste ano, 726.393 unidades (TEUs) chegaram e saíram pelo terminal paranaense. No mesmo período, em 2018, foram 633.710.

 
De acordo com o diretor de Operações da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, a demanda do setor produtivo do Estado e as boas condições operacionais do Terminal de Contêineres de Paranaguá contribuem para esse crescimento nas movimentações no segmento. “Dia a dia, com novos investimentos, o terminal vem se aparelhando para receber a demanda do Estado e da região de influência dos Portos do Paraná”, diz Teixeira.

 
COMÉRCIO – No sentido importação, foram 365.786 TEUs movimentados, 16% a mais que os 316.125 importados no ano passado, nos primeiros dez meses. Outras 360.607 unidades saíram do porto com carga, um crescimento 14% na comparação com as 312.585 unidades exportadas no mesmo período de 2018.

 
O produto exportado em maior volume, em contêineres, é a carne de frango. Segundo a Divisão de Estatística da Diretoria de Operações da Portos do Paraná, 1,76 milhão de toneladas saíram pelo terminal de janeiro a outubro desse ano, quantidade 9% superior à movimentada no ano passado (1,62 milhão de toneladas).

 
“O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui uma das maiores infraestruturas para contêineres frigorificados. E o Estado do Paraná é o principal produtor de frango do Brasil. Esta combinação possibilita que essa demanda seja direcionada ao nosso porto”, explica o diretor.

 
Mais da metade, 64,2%, do frango exportado, tem o Paraná como principal origem, seguido dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina. Os principais destinos da carne das aves exportadas pelo terminal paranaense são, respectivamente, China, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Hong Kong.

 
CARNE – Apesar de ser movimentada em menor volume – de janeiro a outubro deste este ano foram 255.633 toneladas – as exportações da carne em contêineres registram aumento de 41%, em relação às 181.017 toneladas exportadas no ano passado.

 
A carne de boi exportada por Paranaguá vem, principalmente, do Mato Grosso, Minas, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Os principais destinos são a China, Hong Kong, Egito, Irã e Emirados Árabes.

 
MOVIMENTO – O total de cargas que passou pelos Portos do Paraná, nos dois sentidos, exportação e importação, já soma 44,7 milhões de toneladas nesses dez meses. O volume é 0,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

 
Apenas de carga geral, segmento dos contêineres e outras, foram 9,36 milhões de toneladas movimentadas de janeiro a outubro, este ano. O volume é 7% maior que o registrado em 2018 (8,74 milhões).

 
Nos demais segmentos, o movimento de granéis sólidos chegou a 29,6 milhões de toneladas, volume quase igual ao registrado no ano passado, e 5,7 milhões de toneladas dos granéis líquidos, 5% menos que o registrado em 2018.

 

(Fonte: Agência Estadual de Notícias)

Mercado do milho perdeu força, mas fechou outubro em alta

Depois da forte valorização nas primeiras semanas de outubro, os preços do milho recuaram no mercado brasileiro no final do mês que se encerrou. Os principais fatores foram a queda do dólar frente à moeda brasileira e o menor volume exportado pelo Brasil, na comparação mensal.

As chuvas mais regulares e o avanço da semeadura da safra de verão 2019/2020 também colaboraram com este cenário mais frouxo de preços do cereal no mercado interno.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP a saca de 60 quilos fechou cotada em R$42,50, frente a negócios em até R$44,00 por saca na primeira quinzena de outubro.

Para o curto prazo, o câmbio mais fraco e o ritmo mais lento das negociações no final de ano deverão manter o mercado mais calmo e recuos nos preços não estão descartados.

Na B3, os contratos futuros de milho apontam para um cenário de cotações andando de lado, mais frouxas, até o começo de 2020 e um cenário mais firme no primeiro trimestre do ano que vem.

Para o médio e longo prazos (primeiro semestre de 2020), os estoques menores, a previsão de demanda firme e de um clima menos favorável em relação ao mesmo período na temporada 2018/2019 são fatores de sustentação para as cotações do cereal, em reais.

(Fonte: Scot Consultoria/Agrolink)

Colheita de soja no Brasil vai a 92% da área; chuva atrapalha no RS

A colheita de soja da safra 2018/19 no Brasil avançou para 92 por cento da área até a última quinta-feira (18), alta de 4 pontos percentuais em uma semana, mas com chuvas no Rio Grande do Sul atrapalhando os trabalhos, informou a AgRural nesta segunda-feira.
 
As atividades de campo estão concentradas basicamente no Estado gaúcho e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), regiões que tradicionalmente cultivam soja de ciclo mais tardio. “No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas nesta semana deixaram o ritmo um pouco mais lento, mas as produtividades seguem agradando. No Matopiba, o tempo mais firme desta semana favoreceu o avanço das colheitadeiras”, comentou a consultoria em boletim semanal.
 
“Nesta reta final, a preocupação dos produtores da região (Matopiba) é com áreas que receberam muita chuva no início de abril, quando estavam entrando em maturação. O receio é de que, agora, na colheita dessas áreas, surjam problemas de qualidade causados por aquelas precipitações.”
 
Segundo a AgRural, a colheita nacional está ligeiramente acima dos 91 por cento de um ano atrás e também da média de cinco anos. A consultoria projeta produção total na temporada vigente de 114,6 milhões de toneladas. O Brasil é o maior exportador global da commodity.

Movimentação de cargas no Porto de Paranaguá cresce 20%

De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Fernando Garcia, Paranaguá segue como o maior porto graneleiro da América Latina. A nova gestão pretende ampliar ainda mais os investimentos voltados para o agronegócio. “Ainda neste ano serão concluídas as obras do corredor oeste de exportação. O berço 201 terá a capacidade de embarque ampliada de 2 milhões para 6,5 milhões de toneladas”, destaca.
 
De acordo com Garcia, também existe um projeto de ampliação do corredor leste, com a construção de quatro novos berços em um novo píer. “Com isso, teremos capacidade de fazer o carregamento simultâneo de quatro navios graneleiros. Além disso, estão previstas melhorias na armazenagem e nas vias de acesso, tecnologia e sistemas de controle e recebimento de cargas”, adianta o diretor-presidente da Appa.
 
Atualmente, os embarques de grãos acontecem em um complexo que tem nove terminais interligados e três berços de navios, e carregamento simultâneo.
 
Importação
Em janeiro de 2019, o volume de importações no Porto de Paranaguá somou 1,85 milhão de toneladas – 14% maior que o registrado no primeiro mês do ano anterior. Entre os produtos que apresentaram maior aumento estão o Malte e a Cevada, que juntos movimentaram 80.102 mil toneladas, 160% mais que em 2018. O trigo, que não registrou movimentação em janeiro do último ano, voltou a desembarcar no último mês. Foram 64.433 toneladas importadas.
Os fertilizantes continuam sendo o principal produto importado via Portos do Paraná. Em Paranaguá, foram 977.073 toneladas descarregadas, com alta de 20% na comparação com o mesmo mês de 2018. No Porto de Antonina, a movimentação somou 110.427 toneladas da carga.
 
Contêineres
A movimentação de cargas conteinerizadas também foi maior no fechamento do mês de janeiro. O crescimento é de 9%. Em unidade própria de medida (TEUs, unidade equivalente a 20 Pés), são 62.617 contêineres movimentados em janeiro deste ano: 29.581 sentido exportação, 33.036 de importação.
 
Entre as cargas mais exportadas por contêiner estão madeira, carne de aves congelada, papel e derivados, farelo, soja e açúcar. Na importação, se destacam fertilizantes, reatores, caldeiras e maquinários e plásticos.
 
(Avicultura Industrial)

Valor da Produção Agropecuária fecha 2018 em R$ 569,8 bi

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerra o ano de 2018 em R$ 569,8 bilhões, menor do que o valor recorde obtido em 2017, de R$ 582,3 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

O ano não foi favorável para a pecuária, que teve redução de valor em suas principais atividades, como carne bovina, frango, carne suína, leite e ovos. Preços internacionais e retração do consumo interno estão associados a esse desempenho, analisa José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Um balanço dos resultados dos estados mostra que nove tiveram aumento real do valor da produção. São eles Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e os estados Centro-Oeste (exceto o DF).As quedas de valor foram observadas em estados do Nordeste, em toda a região Sul, parte do Sudeste e alguns estados do Norte.

VBP 2019

As perspectivas para 2019 mostram aumento do faturamento devido, principalmente, à melhoria da pecuária, que mostra crescimento em quase todas suas atividades. As primeiras estimativas mostram crescimento de 2,1% do VBP em relação ao último ano, o que representa faturamento de R$ 581,6 bilhões. (Mapa)