Brasil é o terceiro maior exportador agrícola

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgados no início da semana, mostraram que o Brasil se tornou o terceiro maior exportador agrícola do mundo, terminando o ano de 2016 com 5,7% do mercado global. Nesse cenário, o País ficou atrás apenas dos Estados Unidos com 11% e da Europa, com 41%.
 
De acordo com a FAO, todos os países emergentes cresceram no ranking, sendo que representavam apenas 9,4% do mercado agrícola global no ano 2000, contra 20,1% em 2015. Além disso, dos dez melhores colocados no levantamento, quatro estão com a economia em desenvolvimento, com China, Indonésia e Índia se juntando ao Brasil como os principais responsáveis por essa expansão.
 
No início do século o País era superado também por Canadá e Austrália, que somavam 3,2% do mercado e tendo disputado posição com a China, ambos com 3%. Outro dado interessante foi o valor adicionado por trabalhador, que dobrou entre 2000 e 2015, passando de US$ 4,5 mil no início do século para US$ 11,1 mil quinze anos depois.
No entanto, a organização indicou que as mudanças climáticas podem prejudicar essa expansão para os próximos anos. Segundo a FAO, as vendas externas do Brasil devem sofrer uma contração significativa até o ano de 2050, já que o mundo terá que dobrar a sua produção agrícola nos próximos 30 anos.
 
O maior problema ocorrerá em alguns países, como o Brasil, isso porque a FAO informou que “as mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando ‘vencedores’ e ‘perdedores’”. Os países de baixas latitudes devem ser os mais afetados e regiões com clima temperado devem ser beneficiadas com o aumento da temperatura. (Agrolink)

Brasil não tem onde armazenar safra recorde de grãos

Segundo estimativa de maio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de grãos de 2018 superará, novamente, suas projeções iniciais. Até o momento, o resultado deve ser o segundo maior da história, com previsão de mais de 232 milhões de toneladas, ganho de 1,3% em relação ao relatório do mês anterior. Além disso, a estimativa para a área plantada, que antes era de 61,5 milhões de hectares, cresceu 1,1% em relação ao ano passado. Ainda de acordo com as perspectivas, os maiores volumes serão de soja e de milho, seguidos pelo feijão, que correspondem a mais de 200 milhões de toneladas.

No entanto, ao mesmo tempo em que os produtores comemoram a colheita, também se preocupam com a armazenagem adequada dos grãos produzidos. O principal gargalo da cadeia produtiva nacional de grãos ainda está no setor de armazenagem: no país, o déficit de armazenagem já bate a casa de 80 milhões de toneladas, o que aponta que o Brasil não tem onde guardar mais de um terço de sua produção agrícola. Hoje, essa defasagem representa para o país a perda de mais de 2 bilhões de reais por ano no mercado de grãos.

Neste contexto, um levantamento feito pela Kepler Weber, líder em projetos completos para armazenagem e beneficiamento de grãos, mostra que a região Sul é a segunda no ranking da defasagem: mais de 20 milhões de toneladas de déficit de armazenagem.

Ainda de acordo com o levantamento, alguns fatores colaboram para esse cenário brasileiro:
A baixa capacidade de armazenagem nas propriedades rurais força o produtor a comercializar e escoar suas safras na época de preços mais baixos e de fretes mais caros;

No Brasil, as fazendas possuem apenas 16% da capacidade de armazenagem, o que sobrecarrega o transporte e a armazenagem intermediária em épocas de colheita, além de elevar a demanda de estocagem nos portos.
O resultado disso é que na época das colheitas dos grãos, os preços pagos aos produtores sofrem um achatamento acentuado, decorrente da alta dos valores dos fretes, das filas de caminhões nas rodovias e da demora prolongada para embarques nos portos.

Além disso, armazenar a safra em terceiros tem custos, que variam entre 9% e 12% do valor do total estocado.
“Nosso país é uma das maiores potências agrícolas do mundo e nossos grãos estão nas mesas de diversos países. Não podemos desperdiçar o trabalho do produtor, mas não há dúvidas: o problema do Brasil em relação às perdas de grãos ainda é recorrente porque os investimentos em logística no setor não são realizados de forma correta. E investir em logística significa abranger toda a cadeia produtiva em diferentes situações: varejo, atacado, armazenagem e atividades portuárias e ferroviárias”, afirma Anastácio Fernandes Filho, diretor presidente da Kepler Weber.

Contrário a esse cenário, os mecanismos de armazenagem inteligente da Kepler permitem que a produção seja estocada de forma adequada. Assim, a decisão do momento da venda da produção fica totalmente na mão do produtor, pois todos os grãos são armazenados adequadamente de forma a manter sua alta qualidade por mais tempo. O agricultor pode negociar, no momento mais propício, grãos com qualidade superior que resultam em mais lucro.

Com a armazenagem inteligente Kepler Weber também é possível controlar minuciosamente a rota de fluxo de grãos em todas as etapas, por meio de um sistema de supervisão central, que substitui a mão-de-obra manual no processo. Desta forma, o produtor tem não apenas uma ferramenta automatizada, mas uma cadeia integrada de armazenagem, com sistemas individuais e autossuficientes que acompanham as necessidades específicas de cada grão.

(Agrolink)

Brasil já recuperou mercados de carne, garante Blairo Maggi

Em audiência na Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (31), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, garantiu que “tudo que o Brasil perdeu com a operação Carne Fraca já conseguiu recuperar”. O ministro foi convidado para falar sobre as consequências da operação para as exportações brasileiras e as providências adotadas para evitar novos problemas na fiscalização.

De acordo com o ministro Blairo Maggi, dos 93 países para os quais o Brasil exporta apenas quatro mercados que têm participação menor no conjunto de importadores continuam fechados. Dos que estão comprando carne brasileira, 33 estão com o comércio regular e 56 mantém inspeção reforçada.

O ministro revelou ainda que vem sendo estudadas mudanças no sistema de fiscalização que visam acompanhar o crescimento do setor e a necessidade de modernização. Enumerou ainda modificações já feitas, como o fim de nomeações políticas nas superintendências estaduais do Mapa, o que está em vigor desde maio. Sobre os estudos na área de inspeção, todas as partes envolvidas no processo estão sendo ouvidas, afirmou. “Não vamos fazer nada sem conversar com os servidores e representantes do setor produtivo”, observou. (Mapa)

 

Nortox alerta sobre emissão de boletos fraudados

Em razão de cobranças irregulares que estão chegando a alguns clientes, emitidas através de boletos fraudados, a Nortox divulgou nesta semana a seguinte nota:

  1. A Nortox não faz cobrança através de e-mail;
  2. A Nortox não pede para que seus clientes desconsiderem boleto emitido em Débito Direto Autorizado (DDA);
  3. A Nortox só faz cobrança por DDA e qualquer outra forma de cobrança deve ser desconsiderada, pois se constitui em FRAUDE;
  4. Caso você receba algum e-mail ou telefonema mencionando a necessidade de troca dos boletos, pedimos que entre em contato com o nosso Departamento Financeiro imediatamente, através do telefone (43) 3274-8585;
  5. Frisamos, por fim, que todos os nossos e-mails possuem a extensão “@nortox.com.br”. Desta forma, eventual e-mail enviado em nosso nome, contendo qualquer outra extensão, NÃO deve ser considerado.

 

À disposição para qualquer outro esclarecimento,

 

NORTOX S/A

Governo libera mais R$ 197,4 milhões para subvenção do seguro rural

Recursos superaram estimativa do mercado e se somam aos R$ 180 milhões que haviam sido liberados em agosto. Milho é uma das culturas beneficiadas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nesta semana a liberação de mais R$ 197,4 milhões para a execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para este ano. Os recursos beneficiarão os grãos de verão, como soja, milho, arroz, entre outros, frutas (maçã,uva) e ainda segmentos do café, olerícolas, pecuária e floresta.

A autorização da liberação dos recursos foi feita pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e divulgada no Diário Oficial da União por meio da portaria nº 314, de 2 de outubro de 2017.

No início de agosto, o Ministério do Planejamento já havia liberado R$ 180 milhões do orçamento para a execução da política de seguro rural do Mapa. O montante foi utilizado principalmente para atender as culturas de inverno, como o milho e o trigo, cultivadas ao longo do primeiro semestre, além de parcela inicial de grãos de verão e frutas.

Até agora, o Mapa já recebeu 32 mil apólices de seguro, relativas a mais de 2 milhões de hectares do território nacional. A expectativa agora, com mais esse recurso liberado, é totalizar até o fim de novembro, cerca de 5 milhões de hectares amparados e em torno de 70 mil apólices de seguro com subvenção. (Fonte: Mapa)

 

Mapa incentiva debate sobre boas práticas de transporte marítimo de bovinos

O transporte marítimo de animais vivos do Brasil para o exterior tem quatro grandes desafios: a implantação de um relatório de bordo, com o registro de todas as ocorrências durante as viagens; o estabelecimento de critérios de construção dos embarcadouros – respeitando itens como a inclinação correta das rampas de embarque, piso antiderrapante e laterais dos bretes fechadas –; a retirada do mercado brasileiro dos navios sucateados; e o treinamento de todas as pessoas envolvidas. A avaliação é da auditora fiscal federal agropecuária Mirela Eidt, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-Estar Animal do Mapa.

Esses foram alguns dos assuntos abordados durante a segunda reunião técnica sobre boas práticas no transporte marítimo de animais vivos, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no final de agosto, em Belém. Participaram do encontro representantes de todos os segmentos – público e privado – envolvidos com a atividade. Em novembro está prevista capacitação para servidores, administradores e operadores portuários do Pará.

Segundo Mirela Eidt, o Brasil é um dos maiores exportadores de gado vivo do mundo, mas há pouca informação sobre a estrutura e a certificação das embarcações, ocorrências sanitárias e de manejo registradas durante as viagens e treinamento adequado da mão de obra. O país tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 217 milhões de cabeças.

Frota antiga

Na avaliação da veterinária, a certificação dos navios é um dos principais problemas, porque parte da frota é muito antiga e foi adaptada de outras finalidades (graneleiros, por exemplo). Outra dificuldade é o registro do que ocorre a bordo durante as viagens.

Hoje, os animais viajam em baias que são ocupadas de acordo com o seu tamanho e peso. Em média, uma viagem em águas internacionais dura 21 dias, mas pode se estender por até 30 dias. A duração depende do destino, da potência do motor do navio e das condições do mar.

Antes de serem embarcados, os animais ficam nos Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPE) por um tempo mínimo de 24 horas, conforme o protocolo sanitário existente com o país importador. Nas EPEs deve haver estruturas que facilitem a coleta de provas laboratoriais. Nelas, os animais são avaliados, tratados e vacinados, como exigido pelo serviço veterinário oficial.

No Brasil, cinco portos embarcam animais vivos: Barcarena (PA), Rio Grande (RS); São Sebastião (SP); Imbituba (SC) e Itaqui (MA).

No acumulado de 2017 até julho, o Brasil exportou US$ 115,4 milhões. No ano passado, o montante foi de US$ 206,3 milhões, representando 229.807 animais.

Mapa lança Painel Brasileiro de Sementes

Ferramenta foi desenvolvida pelo Sistema de Gestão de Fiscalização e permite consultas on-line

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizou em seu site o Painel Brasileiro de Sementes, ferramenta de consulta pública sobre os dados da produção de sementes no país. A medida reforça as ações de transparência, como prevê a política de dados aberto do Poder Executivo Federal.

Pelo Painel será possível fazer consultas de produção de sementes por espécies, cultivares e municípios, por exemplo.

Também será possível consultar as declarações de produção de sementes para uso próprio, outra modalidade de produção prevista na legislação de sementes e mudas.

A criação da ferramenta é fruto dos cinco anos de existência do Sistema de Gestão da Fiscalização (Sigef), que controla a produção de sementes.

Para mais informações, acesse: http://www.agricultura.gov.br/acesso-a-informacao/dadosabertos/dadosabertos

Fonte: Mapa

Blairo Maggi quer contratar temporariamente médicos veterinários

A contratação temporária de médicos veterinários foi solicitada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ao Ministério do Planejamento. De acordo com o ministro, que esteve no Planejamento acompanhado do secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luis Rangel, a medida visa contemporizar o problema criado pela necessidade de contratar auditores fiscais, até que seja realizado concurso público para aumentar o quadro dessa categoria de profissionais.

“Desde que assumi o Ministério da Agricultura, trabalho para a ampliação de mercados consumidores de produtos brasileiros. Neste momento, esbarramos numa situação difícil em relação ao crescimento das nossas exportações. O entrave diz respeito ao quadro restrito de servidores do Mapa. A falta de pessoal impede a abertura de plantas frigoríficas, por exemplo, atrasando o aumento da produção nacional”, disse Maggi, que enfatizou acreditar numa solução. “Estou certo de que conseguiremos o apoio necessário. Também estou confiante no crescimento do comércio brasileiro.” (Mapa)