Nortox apresenta no 17º. Herbishow resultados inovadores da Trifluralina Gold para cultura da cana-de-açúcar

Está sendo realizado no Centro de Eventos do Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto (SP), nos dias 16 e 17 de maio, o 17º. Herbishow.  A Nortox, que participa como patrocinadora, apresentou os seus mais recentes resultados de Trifluralina Gold na cultura de cana-de-açúcar e que comprovam a eficiência de sua formulação em relação às demais formulações de Trifluralina do mercado, na concentração de 600 g/L.

 

São resultados de pesquisa conduzidos em laboratório na Unesp Jaboticabal (SP), com os Professores Edivaldo Velini e Caio Carbonari no ano de 2018. As formulações foram expostas a perda por volatilização e fotodegradação, comprovando que a formulação inovadora da Trifluralina Gold Nortox perde entre 20-25% menos ingrediente ativo do que a formulação concorrente de mercado a 600 g/L, reforçando ainda mais o posicionamento da empresa no campo de Dose Comercial versus Dose Comercial do concorrente, pois a tecnologia de formulação da Trifluralina Gold garante a mesma eficiência.

 

Para comprovar os resultados de laboratório foram conduzidos diversos trabalhos de campo junto à Agrocon, em Santa Bárbara do Oeste (SP), com o pesquisador Marcelo Nicolai, onde a Trifluralina Gold Nortox entregou no campo os mesmos resultados de eficiência agronômica que o concorrente a 600 g/L quando utilizados na mesma dose comercial, seja em PPI, PP e PQL.

 

Para fechar os trabalhos com chave de ouro, a Nortox lançou um novo posicionamento para Trifluralina Gold na cultura da cana-de-açúcar, em soca úmida, onde mesmo aplicada sobre a palhada de cana-de-açúcar em pré-emergência total e até pós-emergência da cultura no estágio de 3-4 folhas, a Trifluralina Gold entregou um resultado de controle muito consistente e com seletividade total para cultura.

 

Segundo Guilherme Acquarole, Gerente de Marketing da Nortox, a empresa possui um enorme know-how com a molécula de Trifluralina, pois sintetiza a mesma desde 1972. “Foi o primeiro herbicida que a empresa sintetizou no Brasil e continua investindo maciçamente na molécula, pois no cenário atual de plantas daninhas de difícil controle ela se tornou novamente uma ferramenta importantíssima e totalmente atual para várias culturas, dentre elas cana-de-açúcar, soja e algodão”, ressalta Acquarole.

 

Já Leonardo Araújo, Gerente Nacional de Vendas Sul da Nortox, frisa que a Trifluralina hoje é indispensável em várias culturas e na cana-de-açúcar principalmente, já que é uma molécula versátil, segura, seletiva e extremamente eficiente no controle de gramíneas, que é um problema crescente na cultura de cana-de-açúcar, e estes recentes resultados trazem maior respaldo, segurança e credibilidade para as recomendações no campo.

 

Feira reúne o que há de mais moderno na produção leiteira do PR

Começou nesta terça-feira e segue até o próximo sábado (19) a Agroleite 2017, no município de Castro, nos Campos Gerais, e que reúne o que há de mais moderno para a pecuária leiteira em tecnologia, ciência e fornecimento de insumos e medicamentos. Este ano, a feira tem como tema “Tempos Modernos na Cidade do Leite”.

O secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, participou da abertura do evento e, segundo ele, a Agroleite reflete a característica principal da bacia leiteira dos Campos Gerais, que é a mais qualificada do país. “E é essa a meta que queremos para o Estado, estender o padrão de qualidade do leite obtido nesta região para outros polos produtores de leite para que o Paraná se torne exportador de leite”, disse. Ele acredita que o Paraná estará em condições de exportar o produto em até 10 anos.

O Paraná caminha para ser o segundo maior produtor de leite do País, com um volume de produção de 4,8 bilhões de litros por ano, que geram um faturamento bruto de R$ 6 bilhões anuais. A meta é fomentar o crescimento da pecuária leiteira em outras regiões do Estado de forma organizada, como se faz na bacia leiteira dos Campos Gerais, especificamente nos municípios de Castro, Carambeí e Arapoti.

Ortigara destacou que a Secretaria da Agricultura e Abastecimento está investindo em ações para melhorar a qualidade da matéria-prima produzida no Estado, para que alcance os níveis exigidos pelos mercados compradores.

Para o secretário, a Agroleite representa uma oportunidade de avanço para os produtores de leite, porque reúne conhecimento, possibilidades de investimentos e acesso a ferramentas que podem fazer a cadeia produtiva crescer ainda mais.

AÇÕES – Ortigara lembrou outras ações da Secretaria para melhorar e aumentar a produção leiteira no Estado. Uma delas é o aporte feito para obter ganhos de produtividade nas bacias leiteiras do Oeste e Sudoeste. Antes da ação governamental, as bacias eram incipientes. Hoje são grandes regiões produtoras, sendo o Sudoeste a maior bacia leiteira do Estado, com um volume de produção de 1,2 bilhão de litros por ano. O Oeste, também com uma grande bacia leiteira, alcançou a marca de 1,1 bilhão de litros de leite produzidos por ano.

Outra ação da Secretaria visa melhorar a qualidade do leite, aumentando os índices de proteína e gordura no produto, reduzindo a incidência de células somáticas e contagem bacteriana no leite.

Esse esforço já foi iniciado junto aos pequenos e médios produtores e laticínios, que será complementado com apoio na negociação entre vendedores e compradores de leite, para que haja um reconhecimento do pagamento pela qualidade do leite recebido.

PRESENÇAS – Estavam presentes na abertura da Agroleite 2017 o presidente da cooperativa Castrolanda, Franz Borg; o diretor do BRDE, Orlando Pessuti; o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, os presidentes do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann; do Iapar, Florindo Dalberto e o diretor-geral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Otamir Cesar Martins. (AEN)

 

Cooperativismo brasileiro tem bons motivos para comemorar

Neste sábado, dia 1º/7, o Brasil esteve de mãos dadas a mais de 100 países para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo. A data foi criada pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que renova, anualmente, o mote da celebração. Com isso, em 2017, celebra-se o fato de que as cooperativas garantem que ninguém fique para trás, enquanto trilham os caminhos da sustentabilidade socioambiental em seus negócios. E, aqui no Brasil, o Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado de uma forma bem especial: com as iniciativas do Dia de Cooperar. É o que nos diz o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, entrevistado desta semana. Confira!

Qual é a importância do Dia Internacional do Cooperativismo para o setor no Brasil?

Essa é uma data de extrema relevância para o cooperativismo global, afinal, dentre os diversos objetivos desse dia está o de nos lembrar quem nós somos, qual o propósito de nossas empresas e como podemos, juntos, encontrar a melhor forma de marcar nossa posição no mercado e na vida de um consumidor cada vez mais antenado e que pauta seu consumo em valores éticos que perpassam pelos aspectos humano e ambiental.

Então, o Dia Internacional do Cooperativismo celebra exatamente isso: a união, numa mesma confraternização de todos os povos ligados ao nosso jeito humano de fazer negócio, de gerar renda, de incluir as pessoas. Aliás, quando fazemos essa afirmação, é fundamental destacar que o modelo cooperativista alcança cerca de um bilhão de pessoas no planeta. A própria ACI estima que uma em cada sete pessoas no mundo é associada a uma das cooperativas presentes em mais de 100 países, gerando mais de 250 milhões de empregos.

E, no Brasil, os nossos números também são bastante expressivos. São mais de 13,2 milhões de cooperados, vinculados a mais de 6,6 mil cooperativas. Somos muitos e se consideramos que há pelo menos mais quatro familiares de um cooperado, ligados à sua atividade cooperativista, somos ainda mais, já que, segundo nossos cálculos, um quarto da população brasileira é cooperativista. Vale destacar, ainda, que o número de empregos gerados pelo cooperativismo também é de impressionar: são mais de 380 mil postos de trabalho.

Por isso celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo no Brasil é tão importante e a data ganhou um significado ainda mais especial em 2015, quando decidimos celebrar também os resultados do Dia de Cooperar, o nosso Dia C. Portanto, essas duas celebrações são motivo de grande felicidade para nós cooperativistas e brasileiros.

O que o Dia C representa para as cooperativas e para o Brasil?

Esta é uma pergunta muito importante. O Dia C é o programa de responsabilidade socioambiental desenvolvido pelas cooperativas brasileiras, com o apoio do Sistema OCB e de suas organizações estaduais. Diferente do que o nome pode sugerir, as ações ocorrem ao longo de todo o ano, e não apenas em um dia. São projetos contínuos que promovem uma verdadeira transformação social nas comunidades, como melhorias expressivas no cuidado à saúde, à educação, ao meio ambiente e diversos outros aspectos, dependendo das necessidades específicas de cada localidade.

Como é a celebração do Dia de Cooperar?

Cooperativas, voluntários e colaboradores se reúnem em espaços públicos e oferecem serviços gratuitos e ações sociais para as comunidades locais. Cada estado tem uma programação mas, em geral, é um momento de estar perto das pessoas e de transmitir a mensagem de que temos de nos mobilizar e trabalhar por um mundo mais justo e sustentável. Como o próprio tema do Dia Internacional do Cooperativismo diz: cooperativas garantem que ninguém fique para trás.

O Dia C contribui para os ODS da ONU. De que forma isso ocorre?

O Dia de Cooperar representa para nós, cooperativistas, um compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nós trabalhamos para exercer a importante função de multiplicadores da mensagem de que precisamos sempre manter um olhar voltado para o jeito humano e ambientalmente responsável de fazer negócios. Tendo isso em mente, o potencial transformador desses projetos do Dia C precisa, então, ser muito bem direcionado às necessidades das comunidades. É justamente por isso que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS como são mais conhecidos, funcionam como parâmetros, para que se tenha metas mais concretas. Afinal, a ideia é que iniciativas como as do Dia C demonstrem, na prática, o papel desempenhado pelas cooperativas como agentes de transformação de realidades.

O Dia C existe desde 2009. O que mudou desde a sua criação?

O Dia C é uma ideia que nasceu em 2009, no nosso querido estado de Minas Gerais, que nos cedeu o direito de nacionalizá-lo. Isso ocorreu em 2013. Desde então, nosso trabalho tem sido atuar na sensibilização das cooperativas para que desenvolvam ações de longo prazo e não apenas iniciativas pontuais. Claro que tudo que é pensando e realizado tem seu valor, mas considerando o nosso princípio de preocupação com a comunidade, precisamos contribuir de forma perene com a sociedade que está no entorno das cooperativas. Assim, cada um faz a sua parte e todos ganham.

Começamos tímidos, mas já temos resultados muito importantes e que mostram a evolução do programa. No ano passado, por exemplo, foram realizadas ações em 777 municípios, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e a expectativa para 2017 é de beneficiar pelo menos um milhão de pessoas com os projetos estruturados do Dia de Cooperar.

E, assim, queremos convidar a todos os cooperados do Brasil a estar nas ruas neste sábado, mostrando que quando nos unimos, somos mais fortes, contribuímos muito mais e vamos mais longe, sem deixar ninguém para trás. (OCB)

 

Paraná intensifica mobilização para conservação de solos

A Secretaria estadual da Agricultura e Abastecimento intensifica a mobilização para o produtor rural paranaense voltar a conservar o solo e a água de sua propriedade. Na mobilização desta semana, que envolveu cerca de 1,5 mil produtores nos municípios de Guarapuava, Pato Branco, Cascavel e Umuarama, o secretário Norberto Ortigara alertou sobre a multa que pode ser aplicada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), caso o produtor não faça sua adesão ao programa Prosolo (Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná) até o dia 29 de agosto.
O programa foi criado para recuperar áreas com erosão, um problema que voltou a aparecer com força nas propriedades nos últimos anos. Se o produtor não aderir neste prazo estará sujeito a ser multado em valores que podem variar de 5 a 17 UPFs (Unidade Padrão Fiscal) dependendo dos danos causados, do tamanho da propriedade e da gravidade da situação. A UPF está valendo R$ 99,00 a unidade.
Para conscientizar o produtor rural sobre a importância dessa adesão, Norberto Ortigara e os dirigentes das principais entidades da agropecuária paranaense estão percorrendo o Estado numa maratona que está reunindo muitos produtores e lideranças locais.
O Prosolos envolve a parceria de 22 entidades do setor público e da iniciativa privada, numa estrutura que está sendo colocada à disposição do produtor para que ele tenha assistência técnica qualificada e orientação de como adotar as práticas conservacionistas e quais são as mais indicadas para a região onde está localizada sua propriedade.
O programa já foi apresentado em Maringá e Carambeí. Na próxima semana será apresentado em Apucarana. Na apresentação, o consultor em solos, engenheiro agrônomo Marcos Vieira, destaca os benefícios econômicos e de sustentabilidade do meio ambiente, decorrentes de técnicas de conservação de solos e água adotadas nas propriedades. Ele destaca que o maior patrimônio do agricultor não é a colheitadeira ou o trator potente, mas sim o solo que ele dispõe em sua propriedade.
Na palestra, Vieira aborda os resultados positivos da conservação de solos para produtores e consumidores, que passam a ter acesso a alimentos de boa qualidade e, assim, atendem as exigências de questões ambientais nos negócios. “Uma série de questões sociais que estão na pauta de compradores e consumidores internacionais também passam a ser atendidas, o que é uma responsabilidade de todos nós”, diz o palestrante.
Vieira recorreu ao exemplo de Guarapuava, precisamente nas áreas ocupadas pelos produtores da cooperativa Agrária, onde a maioria é de descendência Suábia, na Alemanha, que exibe as maiores produtividades de milho, em torno de 13.600 quilos por hectare nesta safra. Esse rendimento é superior à média da produtividade obtida nos Estados Unidos. “Guarapuva é exemplo para os produtores que transformaram uma área de solo pobre num dos mais produtivos do País. Isso mostra que tecnologia e a vontade de cuidar traz resultados positivos”, disse.
O consultor falou das ferramentas de tecnologia, planejamento e gestão que ajudam o produtor a equilibrar o solo e a água. Ele salienta ainda que para ter água ideal, precisa ter solo ideal. “Muita ou pouca água no solo é prejuízo. É preciso planejar e adotar sistemas para que a água fique retida no solo e nisso um profissional de agronomia tem muito a ajudar”, recomendou.
O programa prevê a adoção de técnicas conservacionistas que podem ser o terraceamento, curva em nível, cobertura do solo, plantio direto, rotação de culturas, que serão recomendadas de acordo com o tipo de propriedade e a região em que ela se encontra.

LEGISLAÇÃO E PRAZO

Ortigara destaca que o objetivo não é multar, e sim conscientizar o produtor. “Mas se for preciso, lá na frente vamos aplicar a lei de uso do solo, que é de 1984 e é muito dura. Ela prevê essa punição caso o agricultor não tome providências para evitar os estragos em sua propriedade e dos vizinhos”, alertou.“Poderíamos aplicar a lei, mas preferimos encarar o problema”.
O produtor que fizer a adesão no prazo fixado ganha um ano para apresentar o projeto técnico de recuperação de sua propriedade. Depois disso, ganha mais três anos para execução do projeto. A adesão precisa ser formalizada num escritório da Emater.
Caso não faça a adesão e houver denúncia na Adapar, por parte de vizinhos prejudicados, o produtor tem apenas 30 dias para solucionar o problema, se for simples. Se for um pouco mais complexo, ele terá até 60 dias. (AEN)

 

Maggi: ampliação de mercados e desburocratização são prioridades

Ao participar de mesa redonda sobre o agronegócio no Brasil Investment Forum 2017, nesta quarta-feira (31), em São Paulo, o ministro Blairo Maggi disse que sua gestão à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem duas prioridades: a desburocratização e a ampliação do mercado internacional aos produtos do agronegócio brasileiro. O evento, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Banco Interamericano de Investimentos (BID) e o governo federal, reuniu líderes políticos, empresários e acadêmicos para discutir novos negócios e oportunidades de investimentos no país.

“Para podermos ajudar os produtores, temos que olhar nossas prateleiras e ver as coisas velhas que ainda temos na legislação para revogá-las”, disse Maggi. A atualização das normas e procedimentos envolvendo a atividade agropecuário está sendo feita por meio do Plano Agro+, lançado pelo ministro, no ano passado, para modernizar e simplificar o setor no aspecto legal. “Com esse movimento, estamos contribuindo para que os produtores tenham mais fluidez e enfrentem menos burocracia.”

De acordo com o ministro, é inadmissível que um produto demore cinco, seis, sete, dez anos para ter aprovação para ser utilizado. “Isso é um empecilho para os produtores, porque eles ficam atrasados tecnologicamente e têm perdas na produção agrícola.” Por isso, assinalou Maggi, o Mapa está dando prioridade ao Agro+, objetivando criar um diferente e capaz de impulsionar a modernização do agronegócio.

Maggi também destacou a necessidade de trabalhar muito além das fronteiras. “Como produzimos cada vez mais, temos que ampliar nossos mercados. Caso contrário, caem os preços do produtos e a renda do produtor.” Na busca de nossos parceiros comerciais, o Mapa vem promovendo missões ao exterior para reforçar a qualidade e a sanidade dos alimentos brasileiros e as oportunidades de investimentos no Brasil.

O ministro lembrou ainda que o Brasil era um grande importador de alimentos nas décadas de 1970 e 1980. “Hoje, somos um mercado exportador, com produtos em mais de 150 países. O Brasil se desenvolveu e não foi por acaso”, observou, ressaltando a contribuição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para o desenvolvimento agrícola e pecuário do país. (Mapa)