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Blairo Maggi quer contratar temporariamente médicos veterinários

A contratação temporária de médicos veterinários foi solicitada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ao Ministério do Planejamento. De acordo com o ministro, que esteve no Planejamento acompanhado do secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luis Rangel, a medida visa contemporizar o problema criado pela necessidade de contratar auditores fiscais, até que seja realizado concurso público para aumentar o quadro dessa categoria de profissionais.

“Desde que assumi o Ministério da Agricultura, trabalho para a ampliação de mercados consumidores de produtos brasileiros. Neste momento, esbarramos numa situação difícil em relação ao crescimento das nossas exportações. O entrave diz respeito ao quadro restrito de servidores do Mapa. A falta de pessoal impede a abertura de plantas frigoríficas, por exemplo, atrasando o aumento da produção nacional”, disse Maggi, que enfatizou acreditar numa solução. “Estou certo de que conseguiremos o apoio necessário. Também estou confiante no crescimento do comércio brasileiro.” (Mapa)

 

Chicago: milho tem leve alta escorado em progresso das lavouras aquém do esperado

O relatório sobre o progresso das safras, divulgado nesta segunda pelo USDA, deixou a desejar quanto ao milho. Nada desastroso, mas o suficiente para os fundos testarem altas nesta manhã de terça (27) nos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT).

Às 9h35, os três vencimento de 2017 variavam 2 pontos no positivo: julho US$ 3,61, setembro US$ 3,69 e dezembro US$ 3,79.

Ficou em 67%, igual na semana anterior, o índice de lavouras em boas e excelentes condições, pouca coisa abaixo do se esperava depois das chuvas da semana passada.

De acordo com reporte do site Agriculture, “os analistas esperavam que a cultura melhorasse devido à chuva que caiu em partes do Centro-Oeste”.

São esperadas mais chuvas para esta semana, o que pode melhorar o clima seco que ainda persiste em várias regiões produtoras do Meio-Oeste americano.

Brasil

Na BM&F Bovepa ainda não há negócios com o futuro de setembro, permanecendo com a cotação da véspera, em R$ 26,65. O contrato de novembro tem alta em estabilidade de 0,04%, a R$ 26,51. (Notícias Agrícolas)

 

Porto de Paranaguá melhorou atendimento, mostra pesquisa

A Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná divulgou nesta terça-feira (20), em Audiência Pública, o resultado de uma pesquisa de satisfação sobre o Porto de Paranaguá. A pesquisa aponta melhoria da infraestrutura e dos serviços, se comparado com os existentes há cinco anos, em todos os segmentos avaliados.

Realizada entre os dias 20 de abril e 10 de maio, em Curitiba e Paranaguá, a amostragem ouviu sete exportadores, todos os 23 operadores portuários, quatro sindicatos, 300 caminhoneiros, dois práticos e 400 moradores de Paranaguá.

Intitulada “Pesquisa de Satisfação dos Usuários Exportadores e Importadores do Sistema Portuário, Caminhoneiros e Moradores de Paranaguá”, o trabalho foi realizado pelo Instituto de Pesquisas Opinião e contratada pela Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Assembleia.

“A pesquisa mostrou o reconhecimento de todos os setores envolvidos na atividade portuária de que a estrutura do Porto melhorou”, disse o deputado estadual, Tião Medeiros, presidente da Comissão. “Além disso, os clientes, usuários e trabalhadores do enalteceram o avanço dos últimos cinco anos”, afirmou.

Para o diretor presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, os resultados refletem o trabalho e os investimentos públicos, mas também apontam correções que devem ser feitas. “Esta pesquisa será uma ferramenta para a continuidade do que foi bem avaliado e para melhorias de alguns apontamentos que merecem sinal de alerta”, declarou Dividino.

RESULTADOS – Entre os exportadores que responderam a pesquisa 85,71%, disseram que as mudanças implementadas melhoraram a produtividade para as operações de exportação das suas empresas. Sendo 0 a nota mínima e 5 a nota máxima, 100% dos exportadores deram nota 4 para o Porto de Paranaguá e 100% deles disseram que a infraestrutura do terminal melhorou, se comparado a que existia há cinco anos.

Já 75% dos trabalhadores filiados aos Sindicatos entrevistados disseram que as mudanças implementadas no Porto melhoraram as operações e os ganhos dos Sindicatos. A nota média (entre 0 e 5) concedida para a infraestrutura do Porto de Paranaguá pelos Sindicatos foi 4,25 e, se comparada a infraestrutura atual com a existente há cinco anos, 75% dos entrevistados acredita que melhorou.

O Instituto Opinião Pesquisa entrevistou representantes dos Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, Sindicato dos Arrumadores de Paranaguá, Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga dos Portos do Paraná e Sindicato dos Vigias de Paranaguá.

Todos os 23 operadores entrevistados – ou seja, 100% – acreditam que as mudanças implementadas no Porto melhoraram as suas operações em Paranaguá. Para 95,24% dos operadores a infraestrutura do Porto de Paranaguá atualmente é melhor do que a existente há cinco anos.

Foram positivas as respostas em todos os itens avaliados neste segmento: cais de acostagem, equipamentos portuários, nova metodologia de programação de navios, obras de dragagem, programas sócio ambientais.

Responderam a pesquisa do Instituto Opinião as empresas PASA, Klabin, Cargill, Coamo, Bunge, Cotriguaçu, Rocha, Martini Meat, Harbor, Gransol, TKX, Cattalini, Agência Marítima Cargonave, Transgolf, Petrobrás, AGTL, Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), União Vopak, Associação dos Terminais do Corredor de Exportação (ATXP) e Associação dos Operadores Portuários do Corredor de Exportação (AOCEP).

PRÁTICOS – Para os Práticos entrevistados os questionamentos foram voltados à sua área de atuação. Ao todo, 100% atribuíram nota quatro (de 0 a 5) à infraestrutura do Porto e 100% acreditam que a infraestrutura melhorou.

CAMINHONEIROS E COMUNIDADE– Entre os 300 motoristas de caminhão entrevistados no Porto de Paranaguá, 53,67% disseram que a infraestrutura está melhor do que a existente há cinco anos. Dos moradores de Paranaguá entrevistados 76,81% conhecem o Porto e 58,10% têm orgulho do Porto de Paranaguá. A atual gestão foi avaliada como boa por 43,14% e 73,57% acreditam que é por meio do Porto que a cidade consegue atrair mais investimentos. (AEN)

Cafezais do Paraná escapam das primeiras geadas; milho e trigo também

O frio que atingiu o Paraná no final de semana, com formação de geadas em algumas áreas, não deve ter trazido problemas para as safras de café, milho e trigo do Estado sulista, disseram especialistas do governo local nesta segunda-feira.

O Paraná é o maior produtor brasileiro de trigo, o segundo em milho e o quarto em café arábica, com participação menos relevante neste último produto do que já teve na década de 60, quando liderava a produção.

“A informação que temos é de que felizmente, se houve (impacto da geada), foi pontual”, disse o especialista em café Paulo Sérgio Franzini, do Departamento de Economia Rural (Deral), do governo do Estado.

O contratos futuros do café na bolsa de Nova York chegaram a ter sustentação das preocupações com o frio na semana passada.

“Foram geadas em baixadas, e ainda tivemos período de neblina, isso contribuiu para que não houvesse uma formação mais intensa”, acrescentou Franzini.

Uma geada mais forte teria efeito para próxima safra de café do Estado, uma vez que a atual está em estágio de colheita, com grãos já maturados.

“Informação preliminar é não houve prejuízo à cafeicultura. Algumas pontas de folhas novas sapecadas, mas é algo muito pontual.”

A safra de café do Paraná está estimada entre 1,2 milhão e 1,330 milhão de sacas de 60 kg, uma alta de cerca de 20 por cento ante a temporada anterior, com o Estado tendo visto o ciclo invertido após uma geada rigorosa em 2013.

Neste ano, de maneira geral, o ciclo é de baixa na maior parte da área de produção de arábica do Brasil, diferentemente do Paraná.

Se o frio não causa problemas, o excesso de umidade é uma preocupação para a qualidade do café. As lavouras têm registrado chuvas quase todas as semanas.

“Tivemos muitos produtores apontando que houve queda de frutos no chão”, disse Franzini, observando que cerca de 10 por cento da produção já foi colhida.

Segundo o especialista, alguns produtores que tinham a intenção de fazer um café “cereja descascado” terão que rever os planos, pois não está sendo possível entrar nas lavouras para colher no momento ideal, e o grão já está mais para “passa” em várias áreas.

“Aí ficaria mais o café natural, talvez o índice de cereja descascado fique comprometido pelo clima muito úmido”, acrescentou, lembrando que o Paraná tem conseguido produzir cafés especiais.

Milho e trigo

No caso do trigo, o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho afirmou que há poucas lavouras em fases suscetíveis a perdas pelo frio. “De momento, não teria problema a geada, mesmo que nas próximas duas semanas venha (geada), não causaria perdas.”

Com relação ao milho, a preocupação maior é na região oeste do Estado. A área de Cascavel teve temperatura de 2 graus e tem áreas suscetíveis a perdas.

“Se ocorreram geadas em alguns pontos de lavouras no oeste, foram de intensidade fraca”, minimizou o agrônomo do Deral Edmar Gervásio.

O Estado caminha para uma produção recorde de milho na segunda safra, estimada em 13,8 milhões de toneladas, aumento de 36 por cento ante a temporada passada. Já a safra de trigo está projetada para cair 11 por cento, para 3,1 milhões de toneladas, com uma redução proporcional na área plantada. (Reuters)

Paraná intensifica mobilização para conservação de solos

A Secretaria estadual da Agricultura e Abastecimento intensifica a mobilização para o produtor rural paranaense voltar a conservar o solo e a água de sua propriedade. Na mobilização desta semana, que envolveu cerca de 1,5 mil produtores nos municípios de Guarapuava, Pato Branco, Cascavel e Umuarama, o secretário Norberto Ortigara alertou sobre a multa que pode ser aplicada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), caso o produtor não faça sua adesão ao programa Prosolo (Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná) até o dia 29 de agosto.
O programa foi criado para recuperar áreas com erosão, um problema que voltou a aparecer com força nas propriedades nos últimos anos. Se o produtor não aderir neste prazo estará sujeito a ser multado em valores que podem variar de 5 a 17 UPFs (Unidade Padrão Fiscal) dependendo dos danos causados, do tamanho da propriedade e da gravidade da situação. A UPF está valendo R$ 99,00 a unidade.
Para conscientizar o produtor rural sobre a importância dessa adesão, Norberto Ortigara e os dirigentes das principais entidades da agropecuária paranaense estão percorrendo o Estado numa maratona que está reunindo muitos produtores e lideranças locais.
O Prosolos envolve a parceria de 22 entidades do setor público e da iniciativa privada, numa estrutura que está sendo colocada à disposição do produtor para que ele tenha assistência técnica qualificada e orientação de como adotar as práticas conservacionistas e quais são as mais indicadas para a região onde está localizada sua propriedade.
O programa já foi apresentado em Maringá e Carambeí. Na próxima semana será apresentado em Apucarana. Na apresentação, o consultor em solos, engenheiro agrônomo Marcos Vieira, destaca os benefícios econômicos e de sustentabilidade do meio ambiente, decorrentes de técnicas de conservação de solos e água adotadas nas propriedades. Ele destaca que o maior patrimônio do agricultor não é a colheitadeira ou o trator potente, mas sim o solo que ele dispõe em sua propriedade.
Na palestra, Vieira aborda os resultados positivos da conservação de solos para produtores e consumidores, que passam a ter acesso a alimentos de boa qualidade e, assim, atendem as exigências de questões ambientais nos negócios. “Uma série de questões sociais que estão na pauta de compradores e consumidores internacionais também passam a ser atendidas, o que é uma responsabilidade de todos nós”, diz o palestrante.
Vieira recorreu ao exemplo de Guarapuava, precisamente nas áreas ocupadas pelos produtores da cooperativa Agrária, onde a maioria é de descendência Suábia, na Alemanha, que exibe as maiores produtividades de milho, em torno de 13.600 quilos por hectare nesta safra. Esse rendimento é superior à média da produtividade obtida nos Estados Unidos. “Guarapuva é exemplo para os produtores que transformaram uma área de solo pobre num dos mais produtivos do País. Isso mostra que tecnologia e a vontade de cuidar traz resultados positivos”, disse.
O consultor falou das ferramentas de tecnologia, planejamento e gestão que ajudam o produtor a equilibrar o solo e a água. Ele salienta ainda que para ter água ideal, precisa ter solo ideal. “Muita ou pouca água no solo é prejuízo. É preciso planejar e adotar sistemas para que a água fique retida no solo e nisso um profissional de agronomia tem muito a ajudar”, recomendou.
O programa prevê a adoção de técnicas conservacionistas que podem ser o terraceamento, curva em nível, cobertura do solo, plantio direto, rotação de culturas, que serão recomendadas de acordo com o tipo de propriedade e a região em que ela se encontra.

LEGISLAÇÃO E PRAZO

Ortigara destaca que o objetivo não é multar, e sim conscientizar o produtor. “Mas se for preciso, lá na frente vamos aplicar a lei de uso do solo, que é de 1984 e é muito dura. Ela prevê essa punição caso o agricultor não tome providências para evitar os estragos em sua propriedade e dos vizinhos”, alertou.“Poderíamos aplicar a lei, mas preferimos encarar o problema”.
O produtor que fizer a adesão no prazo fixado ganha um ano para apresentar o projeto técnico de recuperação de sua propriedade. Depois disso, ganha mais três anos para execução do projeto. A adesão precisa ser formalizada num escritório da Emater.
Caso não faça a adesão e houver denúncia na Adapar, por parte de vizinhos prejudicados, o produtor tem apenas 30 dias para solucionar o problema, se for simples. Se for um pouco mais complexo, ele terá até 60 dias. (AEN)

 

Chuvas em excesso deverão acentuar o aparecimento de doenças

As chuvas no sul do país não estão dando trégua nas últimas duas semanas e a previsão é de que mais dias assim estejam por vir. De acordo com prognósticos, o mês será de precipitações constantes e com volumes muito acima da média. A combinação entre dias chuvosos e frios pode acentuar o aparecimento de doenças e afetar a produtividade, principalmente nas áreas de milho safrinha no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Os volumes previstos são muito elevados, em algumas localidades os totais devem chegar aos 300 mm, o que é muito alto para esta época do ano, quando as médias variam de aproximadamente 50 mm no oeste e norte do PR a 120 mm na maior parte do Rio Grande do Sul.

Sendo assim, ainda serão observados alagamentos em algumas localidades do sul do Brasil. Há ainda previsão de massas de ar muito frias chegando ao sul do Brasil, com formação de geadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também no centro-sul do Paraná. (Agrolink)

 

Brasil e novo governo da França iniciam parceria estratégica na agricultura

A criação de um Comitê Especial Agrícola Permanente Brasil – França, para tratar de cooperação, tecnologia, sustentabilidade, sanidade e intensificação de comércio, foi decidida em encontro entre o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, e o diretor-geral de Desempenho Econômico e Ambiental de Empresas (DGPE), Hervê Duran, e a equipe do Ministério da Agricultura da França.

Novacki, que encontra-se em missão oficial a países europeus, disse, após o encontro, neste domingo (4), que esse canal de diálogo, além de facilitar o comércio bilateral no setor do agronegócio, contribuirá para concluir o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

De acordo com o secretário, foi bem recebida por autoridades do governo francês a iniciativa do Mapa de tratar pessoalmente do episódio da Carne Fraca, durante a visita, dando detalhes das iniciativas adotadas para dar segurança aos importadores sobre a qualidade do produto brasileiro. Foi também destacada a proposta para diálogo direto entre os dois países relacionado a interesses comuns nos projetos agrícolas.

Nas conversas, representantes do governo francês apresentaram sua expectativa sobre avanços do Acordo de Paris para o Clima. Novacki relatou a respeito do empenho e de resultados na área de sustentabilidade perseguidos na produção brasileira. O secretário enfatizou haver confiança no apoio da França para que esses esforços de preservação ambiental e de manutenção da qualidade e da segurança sanitária dos produtos brasileiros sejam reconhecidos pelo bloco europeu. Disse também esperar a superação de entraves e a finalização de negociações, a fim de que se estabeleça parceria e ganhos mútuos entre Mercosul e UE.

Na agenda na França, Novacki esteve acompanhado do embaixador do Brasil no país, Paulo Cesar Oliveira, e do secretário substituto de Relações Internacionais do Mapa, Alexandre Pontes. Um dos objetivos da viagem é estabelecer com o novo governo da França uma relação mais harmoniosa. O perfil do presidente eleito, Emmanuel Macron, indica uma perfil conciliador, tornando mais fácil o diálogo, com vistas a soluções produtivas, avaliou Novacki. O secretário lembrou que, em anos recentes, o Brasil enfrentou resistências e posições críticas junto ao bloco europeu, que impediam a ampliação do mercado da Europa para produtos brasileiros.

França

Com quase 65 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de U$ 2,55 trilhões, a França é importante centro consumidor, mas há necessidade de trabalhar esse mercado, enfatiza o secretário, já que no setor de agronegócio do país há um comportamento conservador, apesar da participação de apenas 1,7% no PIB. No Brasil, o agronegócio responde por quase 6% do PIB.

“No momento em que o agronegócio brasileiro apresenta seu melhor resultado, o Ministério da Agricultura segue firme no propósito de alcançar 10% de participação no mercado agrícola internacional, o que representaria quase R$ 100 bilhões a mais na economia, gerando novos empregos e renda”, observou Novacki. Hoje, a fatia é de 6,9% do mercado. Neste domingo, a comitiva brasileira segue para Polônia, última escala antes do retorno ao Brasil, depois de ter visitado também a Holanda. (Mapa)

 

China vai injetar US$ 15 bilhões na infraestrutura brasileira

O Claifund (Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina) confirmou investimentos somando US$ 15 bilhões para obras de infraestrutura no território brasileiro que terão início neste mês. O dinheiro é parte do Fundo Brasil-China, um acordo fechado na semana passado entre os governos dos dois países e que receberá ainda US$ 5 bilhões de instituições financeiras nacionais.

O dinheiro será aplicado em setores sensíveis como agricultura, agroindústria, logística, energia, recursos minerais e tecnologia avançada. Negociado desde 2015, o Fundo Brasil-China será operado pelo BNDES e Caixa Econômica Federal, com a administração de uma secretaria-executiva de Assuntos Internacionais, subordinada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

“É um mecanismo inovador de financiamento. De todos os fundos geridos pelo Claifund (fundo chinês para investimento na América Latina), este é o único que tem acordo paritário, ou seja, com decisões do mesmo peso dos dois lados. É uma conquista”, comemora  secretário de Assuntos Internacionais do Ministério, Jorge Arbache. (Agrolink)

Maggi: ampliação de mercados e desburocratização são prioridades

Ao participar de mesa redonda sobre o agronegócio no Brasil Investment Forum 2017, nesta quarta-feira (31), em São Paulo, o ministro Blairo Maggi disse que sua gestão à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem duas prioridades: a desburocratização e a ampliação do mercado internacional aos produtos do agronegócio brasileiro. O evento, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Banco Interamericano de Investimentos (BID) e o governo federal, reuniu líderes políticos, empresários e acadêmicos para discutir novos negócios e oportunidades de investimentos no país.

“Para podermos ajudar os produtores, temos que olhar nossas prateleiras e ver as coisas velhas que ainda temos na legislação para revogá-las”, disse Maggi. A atualização das normas e procedimentos envolvendo a atividade agropecuário está sendo feita por meio do Plano Agro+, lançado pelo ministro, no ano passado, para modernizar e simplificar o setor no aspecto legal. “Com esse movimento, estamos contribuindo para que os produtores tenham mais fluidez e enfrentem menos burocracia.”

De acordo com o ministro, é inadmissível que um produto demore cinco, seis, sete, dez anos para ter aprovação para ser utilizado. “Isso é um empecilho para os produtores, porque eles ficam atrasados tecnologicamente e têm perdas na produção agrícola.” Por isso, assinalou Maggi, o Mapa está dando prioridade ao Agro+, objetivando criar um diferente e capaz de impulsionar a modernização do agronegócio.

Maggi também destacou a necessidade de trabalhar muito além das fronteiras. “Como produzimos cada vez mais, temos que ampliar nossos mercados. Caso contrário, caem os preços do produtos e a renda do produtor.” Na busca de nossos parceiros comerciais, o Mapa vem promovendo missões ao exterior para reforçar a qualidade e a sanidade dos alimentos brasileiros e as oportunidades de investimentos no Brasil.

O ministro lembrou ainda que o Brasil era um grande importador de alimentos nas décadas de 1970 e 1980. “Hoje, somos um mercado exportador, com produtos em mais de 150 países. O Brasil se desenvolveu e não foi por acaso”, observou, ressaltando a contribuição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para o desenvolvimento agrícola e pecuário do país. (Mapa)